
A rede pública de saúde da Paraíba mantém serviços gratuitos para pessoas que precisam de acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou de apoio relacionado ao uso de álcool e outras drogas. O atendimento é oferecido em diferentes modalidades, como consultas, acompanhamento contínuo, grupos terapêuticos, oficinas, acolhimento temporário e assistência em situações de emergência.
A busca por acompanhamento profissional pode ocorrer diante de mudanças de comportamento ou sofrimento emocional. Para a psicóloga Anny Ramos, a campanha Setembro Amarelo ajuda a ampliar a discussão sobre o tema e a reduzir o estigma relacionado aos problemas de saúde mental.
“O setembro amarelo amplia a conversa sobre saúde mental e ajuda a combater o estigma que ainda existe em torno do sofrimento psicológico. A saúde mental faz parte da saúde como um todo. Não significa apenas não ter um diagnóstico de transtorno, mas também ter condições de compreender e manejar as próprias emoções, estabelecer relações saudáveis, lidar com as adversidades e construir uma vida que tenha sentido e qualidade”, disse.
Segundo a profissional, a psicoterapia oferece um espaço de escuta sigiloso e sem julgamentos. “Na psicoterapia, o paciente encontra um espaço de escuta qualificada, sigiloso e sem julgamentos, no qual pode compreender melhor seus pensamentos, emoções e comportamentos. Cabe ainda destacar que não precisamos esperar chegar ao limite para procurar ajuda. Procurar acompanhamento psicológico não significa necessariamente estar “doente”, e sim reconhecer que cuidar da saúde mental é uma forma de autocuidado”, acrescentou.
Onde buscar atendimento em João Pessoa
Na Capital, o Centro de Referência do Cuidado à Vida (CRCV) atende por demanda espontânea de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O serviço conta com médico psiquiatra, psicólogo, assistente social e grupos terapêuticos.
Em situações de crise aguda, surto psicótico, uso ou abstinência de álcool e outras drogas e tentativa de suicídio, o atendimento é realizado pelo Pronto Atendimento em Saúde Mental (PASM). A unidade funciona 24 horas e recebe pacientes por demanda espontânea ou encaminhados pelo Samu.
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) fazem o acompanhamento contínuo de pessoas com sofrimento ou transtorno mental. Os serviços também atendem casos relacionados ao uso de álcool e outras drogas e oferecem acompanhamento com profissionais de enfermagem, psicologia e assistência social, além de grupos, oficinas e atividades de convivência.
Na cidade, há unidades voltadas a públicos e necessidades específicas:
João Pessoa também possui dois Centros de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CPICS), que oferecem terapias complementares voltadas à prevenção e à recuperação da saúde:
A Rede de Atenção Psicossocial da Capital inclui ainda três Residências Terapêuticas, destinadas ao cuidado e à reinserção dos usuários na comunidade. A Unidade de Acolhimento Infantil oferece acompanhamento temporário a crianças e adolescentes que precisam de cuidados em saúde mental.
Outro serviço citado é o Programa Saúde em Movimento, que incentiva a prática de atividades físicas em pontos públicos da cidade.
Serviços disponíveis em Campina Grande
Em Campina Grande, os atendimentos são distribuídos entre unidades destinadas a diferentes públicos e tipos de sofrimento psíquico:
O município também conta com quatro Residências Terapêuticas e uma emergência psiquiátrica no Hospital Municipal Dr. Edgley, no bairro José Pinheiro. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecem acolhimento e encaminhamento para serviços especializados.
Unidades sob gestão estadual
Também fazem parte da rede estadual de atendimento em saúde mental:
A forma de acesso varia conforme a unidade. Alguns serviços recebem pacientes espontaneamente, enquanto outros funcionam por encaminhamento ou são destinados a situações de urgência.
da Redação