
A corrida pelas duas vagas da Paraíba no Senado em 2026 passou a chamar atenção da mídia nacional, com o portal Congresso em Foco destacando o cenário de alianças cruzadas e a complexidade da eleição no estado.
A eleição terá dez candidatos registrados e uma regra central: cada eleitor poderá escolher dois nomes. Com 3.247.397 eleitores aptos a votar em 4 de outubro, os dois mais votados serão eleitos. O modelo faz do chamado “segundo voto” uma peça estratégica na campanha e permite que partidos aliados na chapa majoritária tenham preferências diferentes para o Senado.
No campo governista, os nomes que concentram maior atenção são o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Veneziano busca a reeleição e recebeu apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. João Azevêdo deixou o governo em abril para disputar o Senado e aposta na força do grupo político construído durante sua gestão.
A aliança que apoia a candidatura de Lucas Ribeiro (PP) ao governo inclui, em tese, também o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos) como nome ao Senado. No entanto, o PT local decidiu apoiar João Azevêdo e Veneziano, deixando Nabor fora da dobradinha petista. O movimento evidencia que os acordos para o Senado não seguem necessariamente a mesma lógica da chapa majoritária.
Nabor conta com a estrutura do Republicanos e com a projeção nacional do filho, Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, que fortalece sua candidatura no interior do estado.
Na oposição, o destaque é Marcelo Queiroga (PL), ex-ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro, que integra o grupo liderado pelo senador Efraim Filho (PL), candidato ao governo. Também concorre à direita o ex-deputado federal Major Fábio, pelo Novo.
Com duas cadeiras em disputa e dois votos por eleitor, a eleição para o Senado na Paraíba se tornou uma disputa estratégica, onde alianças locais e nacionais podem se sobrepor, se dividir ou mudar de acordo ao longo da campanha.
da Redação