Ministro das Comunicações anuncia investimentos e defende apoio a Lula na Paraíba

A Paraíba passará por uma forte expansão na cobertura do sinal de telefonia móvel e internet de quinta geração, além de receber novos aportes financeiros em obras de infraestrutura digital, saúde, habitação e educação. As novidades e os bastidores das articulações políticas foram detalhados pelo ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, durante entrevista veiculada na noite desta segunda-feira (27) na TV Arapuan. Na ocasião, o gestor também se posicionou abertamente sobre o cenário eleitoral nacional, defendendo o engajamento da sua legenda com a gestão federal.

O avanço das telecomunicações no estado ocorre em decorrência do leilão da frequência de 700 MHz promovido pelo Governo Federal, certame que viabilizou o ingresso de novas concessionárias no mercado nacional. No Nordeste, a empresa Brisanet assumiu a responsabilidade de estruturar o sinal em municípios do interior. De acordo com o ministro, a iniciativa visa democratizar o acesso à conectividade.

“Realizamos um novo leilão para viabilizar novas operadoras. Aqui na Região Nordeste, a Brisanet vai ampliar suas operações, principalmente no interior”, ressaltou Frederico Siqueira, acrescentando que “o Brasil hoje tem cobertura de mais de 75% da população. Na Paraíba, cerca de 2,2 milhões de pessoas já são atendidas pelo 5G”.

A estratégia da pasta prevê a aplicação de mais de R$ 70 milhões até o fim do ano em 41 localidades rurais de 37 municípios paraibanos, somando-se aos R$ 135 milhões já direcionados entre 2023 e 2025. Os novos contratos estabeleceram exigências de alcance social ao longo de rodovias federais e distritos sem apelo comercial imediato.

“O objetivo agora é ampliar para a zona rural também mais conectividade 4G e 5G”, afirmou. O ministro assegurou ainda a total digitalização do principal eixo viário do estado. “A BR-230 será contemplada 100% com conectividade móvel até o ano que vem. Incluímos nesses leilões contrapartidas para levar conectividade às rodovias e à zona rural, onde muitas vezes não existe retorno econômico para as operadoras”, explicou.

Ele enfatizou que o projeto integra uma rede robusta de fibra óptica, satélites e data centers, sem deixar de lado os veículos tradicionais: “A radiodifusão é fundamental para a comunicação e para a democracia. Buscamos alternatives para ampliar cada vez mais essa estrutura no interior do Brasil”.

Além do setor de telecomunicações, a entrevista serviu para prestar contas dos projetos do Novo PAC e programas sociais em execução no estado, que superam R$ 23 bilhões em recursos planejados e executados. Ele ressaltou o benefício do programa Pé-de-Meia para a rede pública de ensino, destacando que “são aí mais de 600 mil alunos sendo impactados com o programa Pé-de-Meia”.

A lista de intervenções contempla também quatro novos Institutos Federais, o Hospital do Trauma do Sertão em Patos e obras na mobilidade urbano-rodoviária. Sobre as intervenções na Grande João Pessoa, esclareceu que “houve um atraso, mas está em execução a triplicação da BR-230 de Cabedelo até Oitizeiro”.

Frederico Siqueira lembrou ainda dos repasses de R$ 170 milhões via Lei Paulo Gustavo, frisando que “foram R$ 170 milhões investidos na cultura da Paraíba, beneficiando produtores culturais e artistas”, além de ações na habitação e na agricultura familiar, arrematando que “é o governo que pensa na diversidade, que pensa em levar política pública para o interior do Brasil”.

No plano político, Frederico Siqueira defendeu que o União Brasil abandone a postura de neutralidade para integrar formalmente a coligação de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora tenha ressaltado que exerce o cargo por indicação institucional e técnica do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o ministro demonstrou entusiasmo por uma aliança no primeiro turno.

“A gente defende não só a neutralidade do União Brasil. A gente defende o apoio integral do União Brasil junto com a Federação PP, mas isso está em discussão”, declarou. Ele ponderou que “como sou uma indicação técnica para a função de ministro, a gente não trata diretamente dos temas políticos do partido e da Federação”, mas admitiu atuar nos bastidores por essa reaproximação.

“O quanto a gente pode influenciar, a gente defende o apoio integral do União Brasil e da Federação já no primeiro turno das eleições agora de outubro. A neutralidade já é um bom início para entrar nessa discussão”, analisou, finalizando com a convicção de que “o melhor projeto para o Brasil é a continuidade do presidente Lula, pelo que ele já fez pelo Brasil. Ele precisa concluir o seu projeto agora dos próximos quatro anos a partir de 2027”.

da Redação

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