
O tradicional queijo Bola do Lastro obteve o registro do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), passo considerado decisivo para expandir a venda da iguaria para fora da Paraíba. O avanço foi detalhado pelo produtor Renato Almeida, proprietário da Queijaria Dona Nenega. O doce sabor artesanal, que adapta uma técnica centenária alemã ao leite do Sertão paraibano, projeta saltar da produção atual de 300 peças para 1.000 unidades mensais nos próximos anos.
Além da emissão do registro número 001, o município aprovou o projeto para a construção da primeira fábrica artesanal padronizada do laticínio na cidade de Lastro. “As obras já começaram e devemos inaugurar a fábrica em dezembro desse ano”, revelou Renato Almeida, destacando que a nova estrutura vai ampliar a capacidade produtiva mantendo a tradição e o segredo familiar da receita. Atualmente, cada peça consome 15 litros de leite de vaca e necessita de mais de 30 dias de maturação. “Atualmente a produção é insuficiente para a alta demanda que temos”, completou.

A receita peculiar nasceu após a passagem de um padre alemão em missão religiosa pelo Sertão, que ensinou os processos germânicos aos moradores locais. O queijo era feito apenas para consumo próprio até ganhar repercussão pelo sabor. O reconhecimento de mercado veio em 2025, quando o produto conquistou a medalha de ouro no 3º Concurso de Queijos da Paraíba, realizado em João Pessoa sob a organização do Instituto Social do Queijo.
No mesmo ano, a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 2.446/2024, de autoria do deputado Jutay Meneses (Republicanos), que transformou a iguaria em Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Paraíba. Com o novo selo sanitário e a futura fábrica, os produtores buscam agora selos federais para introduzir oficialmente o queijo Bola do Lastro nos mercados de outros estados e no comércio internacional.
da Redação
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