Companheiro quebra dentes e mantém mulher em cárcere por um mês em Bayeux

Uma denúncia de violência doméstica extrema levou à prisão de um homem na Região Metropolitana de João Pessoa sob a acusação de manter a companheira refém dentro de casa. O resgate da vítima e a prisão do suspeito foram confirmados nesta sexta-feira (12) pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam Sul) após a mulher conseguir escapar do isolamento forçado que já durava cerca de trinta dias. O caso ganha repercussão local por expor a gravidade dos crimes de gênero justamente no período das celebrações afetivas de junho.

A fuga da residência onde ocorriam os crimes só foi possível após a mulher inventar uma justificativa para sair desacompanhada. Ela buscou abrigo na casa da mãe e, com o apoio de parentes, compareceu ao distrito policial para formalizar a denúncia. Diante do relato e da gravidade da situação, os agentes de segurança agiram rapidamente para prender o agressor. A polícia agora colhe depoimentos de testemunhas, vizinhos e do próprio investigado para instruir o inquérito que apura os crimes de cárcere privado, lesão corporal e violência psicológica.

Os relatos prestados às autoridades detalham uma rotina de abusos severos que se intensificaram em agressões físicas graves. A vítima apresentava hematomas nos olhos, escoriações por todo o corpo e teve dois dentes quebrados por espancamento. Para garantir que os crimes não fossem descobertos, o agressor destruiu o telefone celular da companheira, cortou a comunicação dela com o mundo externo e a obrigava a acompanhá-lo em sua rotina de trabalho, impedindo qualquer momento de privacidade ou chance de pedido de socorro.

A rede de proteção estadual e a Polícia Civil aproveitaram o episódio para reforçar os canais de denúncia disponíveis para o enfrentamento da violência contra a mulher. Casos suspeitos ou flagrantes podem ser informados imediatamente pelo telefone de emergência 190 da Polícia Militar, nas unidades da Deam ou por meio da Central de Atendimento à Mulher, no número 180, garantindo o acolhimento seguro e o encaminhamento para exames periciais que comprovem os crimes materiais e psicológicos.

da Redação

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