
O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas-PB) desponta nos bastidores de Brasília como um dos principais nomes cotados para assumir a próxima cadeira de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). O movimento ganhou força após o ministro Augusto Nardes comunicar formalmente sua aposentadoria antecipada, abrindo uma vaga de livre indicação da Câmara dos Deputados cujo preenchimento passará pela articulação política conduzida pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Augusto Nardes, que completaria 75 anos em outubro de 2027, prazo limite para a aposentadoria compulsória, decidiu antecipar sua saída em dez meses por motivos de saúde. A decisão foi formalizada em correspondência enviada ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e ao presidente da Câmara. A saída de Nardes está programada para se efetivar no dia 10 de dezembro deste ano, deflagrando uma imediata corrida partidária pela sucessão na corte de contas.
A indicação para a vaga faz parte de um arranjo político de longo prazo costurado pela cúpula do Progressistas (PP) durante o período de negociações e formação de blocos que consolidaram a eleição de Hugo Motta para a presidência da Câmara dos Deputados. Como o espaço na corte é de prerrogativa do parlamento, o PP já apresentou uma lista interna de quatro parlamentares competitivos para o posto: além do paraibano Aguinaldo Ribeiro, figuram no páreo os deputados Cacá Leão (Progressistas-BA), Covatti Filho (Progressistas-RS) e Claudio Cajado (Progressistas-BA).
Para as forças políticas da Paraíba, a eventual escolha de Aguinaldo Ribeiro elevaria a representação do estado nos tribunais superiores em Brasília, além de abrir espaço para rearranjos na bancada de deputados federais e nas composições locais. O processo de escolha exige que o candidato indicado passe por sabatina interna na Câmara, aprovação do plenário da Casa por maioria simples e, posteriormente, a chancela do Senado Federal antes da nomeação presidencial.
da Redação