
A paralisação dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) atingiu a marca de três meses nesta terça-feira (9). O movimento grevista foi deflagrado após o Palácio do Planalto descumprir os prazos de um acordo firmado com a categoria ao término da greve anterior, realizada em 2024.
O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb), Peterson Vilar, explicou que o estopim para a nova suspensão das atividades foi o vencimento do prazo para a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que deveria ter ocorrido até abril deste ano. Além do RSC, a pauta de reivindicações de 2026 exige a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem prejuízo nos salários e reestruturações gerais na carreira técnica.
No campus, os reflexos do movimento são sentidos diretamente na rotina da comunidade acadêmica. Setores essenciais como bibliotecas e laboratórios operam com restrições severas ou estão totalmente fechados, dificultando o andamento das aulas práticas e o suporte a estudantes de baixa renda que dependem das estruturas da instituição para estudar. Processos burocráticos e atendimentos nas coordenações de curso também enfrentam lentidão crônica devido ao contingente reduzido de funcionários.
A retomada total das atividades nos campi da UFPB ainda não tem data para acontecer e depende de uma assinatura em Brasília. Segundo a liderança sindical, os debates com o governo federal avançaram e a categoria aguarda apenas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assine um decreto, que já foi liberado pelo Ministério da Gestão e Inovação e se encontra em análise na Casa Civil, para que os termos acordados há dois anos sejam finalmente oficializados e a greve seja encerrada.
da Redação