Polícia Civil aguarda diligência decisiva para concluir inquérito sobre desaparecimento do cabo César

O mistério em torno do paradeiro do cabo da Polícia Militar, José César, completa três meses nesta terça-feira (12) com a expectativa de um desfecho próximo. A Polícia Civil informou que as investigações entraram em sua fase final, dependendo agora de uma última diligência considerada fundamental pelo comando da corporação para que o inquérito seja devidamente encerrado e enviado à Justiça.

O superintendente da Polícia Civil na Região Metropolitana de João Pessoa, Cristiano Santana, esclareceu que o procedimento, sob a condução do delegado Hector Azevedo, já reuniu um vasto conjunto de provas, incluindo pedidos de perícia, dezenas de depoimentos e a execução de medidas cautelares. “Estamos na dependência da realização dessa diligência para poder juntamente acostar ao inquérito policial os elementos que já constam e poder fazer a conclusão do inquérito”, afirmou o superintendente, reforçando que o ato é essencial para o bom desfecho do caso.

Assim que o relatório final for concluído, a cúpula da segurança pública pretende realizar uma entrevista coletiva com a presença do delegado Hector Azevedo e da delegada titular da Delegacia de Homicídios da Capital, Luísa Corrêa. O objetivo é apresentar detalhadamente o resultado do trabalho investigativo e esclarecer as circunstâncias do sumiço do militar, que é tratado prioritariamente sob a linha de investigação de homicídio.

Relembre o caso
O cabo José César foi visto pela última vez no dia 11 de fevereiro de 2026, quando saiu de sua residência no bairro de Gramame, na zona sul de João Pessoa. Na ocasião, ele informou à esposa que seguiria para o trabalho no Museu da Polícia Militar, no Centro da cidade. No entanto, o policial nunca chegou ao destino, não retornou ao lar e perdeu o contato com todos os familiares.

Um dos pontos mais intrigantes da investigação envolve o relato de uma pessoa que teria encontrado o celular do cabo. Embora o homem tenha sido ouvido pelos investigadores, o aparelho eletrônico não foi entregue à polícia, o que adicionou camadas de complexidade ao trabalho da Delegacia de Homicídios da Capital. Após 90 dias de buscas e apurações sigilosas, a polícia se prepara agora para dar uma resposta definitiva à família e à sociedade paraibana.

da Redação

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