
O impacto das patologias cardiovasculares na saúde pública da Paraíba atingiu números expressivos ao longo de 2025, com o registro total de 3.301 óbitos em todo o estado. Os dados, extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e atualizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), revelam que as complicações relacionadas ao coração e à circulação sanguínea provocaram uma média de nove mortes por dia. O levantamento estatístico detalhado engloba casos de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e Acidente Vascular Cerebral, tanto isquêmico quanto hemorrágico, com recortes específicos por faixa etária.
O infarto agudo do miocárdio foi o principal responsável pela mortalidade dentro deste grupo, concentrando 2.141 registros no período. Embora a incidência seja significativamente maior entre idosos com 70 anos ou mais, que somaram 1.133 casos, os números indicam que o problema também atinge populações mais jovens, com 802 mortes na faixa entre 50 e 69 anos, 194 óbitos entre 30 e 49 anos e 10 casos registrados em jovens de 19 a 29 anos. A gravidade dos dados reforça a necessidade de vigilância constante sobre os fatores de risco coronariano em todas as etapas da vida adulta.
A insuficiência cardíaca e o AVC também figuram com índices alarmantes de letalidade no território paraibano. A insuficiência cardíaca causou 686 mortes em 2025, apresentando uma curva ascendente conforme o avanço da idade, com 69 mortes entre 30 e 49 anos, 270 entre 50 e 69 anos e 334 casos no grupo acima de 70 anos. O relatório chama atenção para a ocorrência de três mortes entre crianças de 1 a 9 anos e um óbito na faixa de 19 a 29 anos por esta causa. Já o AVC provocou 474 mortes, com 357 registros entre idosos com 70 anos ou mais, 97 casos entre 50 e 69 anos e 20 ocorrências entre 30 e 49 anos.
No cenário regional, a Paraíba ocupou a 5ª posição no Nordeste em volume de mortes por infarto, ficando atrás apenas de Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão, dentro de um universo de 24.234 óbitos na região. O estado manteve a mesma 5ª colocação nos registros de insuficiência cardíaca e apareceu na 6ª posição nos casos de AVC, sendo superado também por Alagoas neste quesito. Os indicadores atualizados na última quarta-feira (29) servem como base para o planejamento de ações preventivas e reforçam a importância de acompanhamento médico regular para o controle da saúde cardiovascular da população.
da Redação
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