Paraíba registra sete feminicídios no primeiro trimestre de 2026; janeiro e março foram os meses mais violentos

O balanço do primeiro trimestre de 2026 revela um cenário preocupante para a segurança das mulheres na Paraíba. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o estado já contabiliza sete feminicídios nos primeiros três meses do ano. As ocorrências foram registradas nos municípios de João Pessoa, Arara, Itapororoca, Conceição, Guarabira e Baía da Traição, evidenciando que a violência de gênero atinge diversas regiões, do litoral ao sertão.

A análise mensal dos dados aponta que janeiro e março foram os períodos com maior incidência, acumulando três mortes cada, enquanto fevereiro registrou um caso. Além das vidas ceifadas, a violência também se manifestou em outras oito tentativas de feminicídio no mesmo período, ocorridas em cidades como Campina Grande, Cabedelo e Monteiro. O monitoramento desses índices é fundamental para entender a gravidade do problema, especialmente após 2025 ter fechado com 36 mortes, o pior número desde a sanção da Lei do Feminicídio, empatado com os registros de 2019.

O aumento nos indicadores locais acompanha uma tendência nacional alarmante. No Brasil, o ano de 2025 bateu recorde com mais de 1.470 casos, o que representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia em razão do gênero. Na Paraíba, o crescimento de 38% observado na comparação entre 2024 e 2025 coloca as forças de segurança e a rede de proteção em estado de alerta para evitar que a curva de violência continue em ascensão neste ano.

As autoridades reforçam que a denúncia é a principal ferramenta para interromper o ciclo de abusos antes que ele atinja o desfecho fatal. Casos de violência doméstica, perseguição ou ameaças podem ser relatados através do Disque Denúncia da Polícia Civil (197) ou pela Central de Atendimento à Mulher (180). Para situações de emergência, onde há risco iminente de agressão, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

da Redação

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