
O motorista Carlos Eliezer Pereira de Carvalho, que teve a prisão preventiva mantida nesta sexta-feira (24) pela morte do motociclista Matheus Souza, possui um histórico recente de violência no trânsito. Documentos judiciais revelam que o condutor já respondia a um processo por crime semelhante ocorrido em fevereiro de 2025, quando foi preso em flagrante por jogar o ônibus que dirigia contra o carro de uma mulher diversas vezes e agredi-la fisicamente.
Na decisão que converteu a prisão atual em preventiva, a juíza Conceição de Lourdes Marsicano destacou a gravidade do comportamento reincidente. No episódio anterior, ocorrido há pouco mais de um ano, Carlos Eliezer teria subtraído o celular da vítima, desferido um chute em seu peito e forçado a condutora a manobrar sobre a calçada para evitar uma tragédia. A magistrada classificou o histórico do motorista como uma “agressividade incompatível com a liberdade”.
Apesar da prisão em flagrante em 2025, o motorista havia sido posto em liberdade provisória no dia seguinte ao crime, sob medidas cautelares que incluíam o comparecimento periódico em juízo e a proibição de portar armas. O processo seguia em tramitação enquanto ele continuava exercendo a função de motorista de transporte coletivo em João Pessoa. O Sintur-JP, sindicato que representa as empresas de ônibus, ainda não se manifestou sobre o conhecimento do histórico do funcionário.
A defesa de Carlos Eliezer optou por não comentar o novo desdobramento. O investigado permanece detido no Presídio do Róger, onde também passará por coleta de material biológico determinada pelo Instituto de Polícia Científica. Enquanto isso, o caso do atropelamento no bairro do Cuiá é tratado pela Polícia Civil como homicídio doloso qualificado, utilizando as imagens de câmeras de segurança como prova central da intenção de matar.
da Redação
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