
O motorista Carlos Eliezer Pereira de Carvalho teve a prisão preventiva mantida pelo Poder Judiciário durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24). O investigado foi transferido para o Presídio do Róger, em João Pessoa, após ser autuado por homicídio doloso qualificado. A decisão judicial ocorre um dia depois do atropelamento que vitimou o jovem Matheus de Souza Soares, de 26 anos, no bairro do Cuiá. Além da manutenção da detenção, o magistrado determinou que o Instituto de Polícia Científica realize a coleta de material biológico do suspeito em até dez dias.
A investigação da Polícia Civil ganhou força com imagens de câmeras de monitoramento que registraram a dinâmica do ocorrido. O delegado Douglas García pontuou que o veículo foi utilizado como um instrumento para o crime, uma vez que o vídeo mostra o coletivo mudando de faixa de forma brusca para atingir a vítima após uma discussão. A perícia técnica reforçou a gravidade da conduta ao identificar que Matheus foi arrastado por alguns metros, encontrando inclusive vestígios biológicos nos pneus traseiros e danos severos na parte frontal do ônibus.
O posicionamento do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa mudou conforme os desdobramentos avançaram. Inicialmente, a entidade havia replicado a versão do condutor de que não houve briga e que o motociclista teria caído acidentalmente. No entanto, em nova nota oficial divulgada nesta sexta-feira, o sindicato afirmou que acompanha o inquérito e não compactua com comportamentos que desrespeitem a segurança viária. Enquanto o motorista aguarda o processo na unidade prisional, uma das outras duas vítimas feridas na ação segue internada no Hospital de Trauma da capital em quadro clínico estável.
da Redação
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