
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) emitiu uma nota oficial nesta terça-feira (14) para esclarecer que a decisão de afastar o prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto, não partiu da Justiça Eleitoral. O presidente da Corte, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, enfatizou que a medida foi determinada em outra esfera do Judiciário, como parte dos desdobramentos da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal.
O esclarecimento do Tribunal ocorre em meio à crescente pressão política sobre a diplomação do candidato, que venceu as eleições suplementares no último domingo (12). O TRE-PB ressaltou que possíveis impactos eleitorais decorrentes da investigação, como o impedimento da posse ou a suspensão da diplomação prevista para o próximo dia 20, ainda não foram analisados pela Corte. Segundo a nota, qualquer interferência no rito eleitoral dependerá de uma provocação formal e será tratada em processo judicial específico.
Até o momento, a Justiça Eleitoral não recebeu pedidos oficiais para barrar a diplomação de Edvaldo Neto, embora partidos de oposição já tenham sinalizado que pretendem acionar o órgão. Enquanto não houver uma decisão da Corte Eleitoral, o rito administrativo da eleição suplementar segue seu curso paralelo à investigação criminal que tramita na Justiça Comum sob a relatoria do desembargador Ricardo Vital de Almeida.
da Redação
1
2
3
4
5