
O prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), oficializou na tarde desta terça-feira (14) a exoneração do chefe de gabinete do município, Rougger Guerra. A medida foi tomada após o próprio auxiliar colocar o cargo à disposição, em decorrência de ter sido alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal, Gaeco e CGU.
A saída de Rougger segue a orientação política da gestão para que o agora ex-auxiliar foque exclusivamente em sua defesa jurídica. A investigação apura um esquema pesado de corrupção que envolve fraude em licitações e desvio de recursos públicos que podem chegar a R$ 270 milhões. O ponto mais crítico do inquérito revela um suposto “consórcio” entre a alta cúpula política e a facção criminosa Tropa do Amigão, braço do Comando Vermelho, para garantir blindagem institucional em troca de benefícios financeiros.
A decisão judicial que atingiu o gabinete da Capital foi expedida pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, o mesmo que determinou o afastamento imediato de Edvaldo Neto (Avante) da prefeitura de Cabedelo. Embora Rougger negue qualquer envolvimento com os fatos, o avanço da operação sobre nomes estratégicos da gestão de João Pessoa acendeu o sinal de alerta no Paço Municipal, dada a gravidade das acusações de infiltração do crime organizado na administração pública da Região Metropolitana.
da Redação