
O sistema de saúde de Sousa, no Sertão da Paraíba, enfrenta uma pressão sem precedentes devido ao aumento explosivo nos casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), popularmente conhecidas como “virose da mosca”. Nesta quarta-feira (25), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital Regional de Sousa confirmaram que o fluxo de pacientes triplicou, levando as unidades ao limite da capacidade operacional.
Na UPA de Sousa, a média de atendimentos saltou de 180 para até 300 pacientes por dia. De acordo com a diretora da unidade, Vanessa Oliveira, o perfil epidemiológico preocupa, especialmente pela rápida desidratação em idosos. Atualmente, os oito leitos de enfermaria e os dois de isolamento estão totalmente ocupados, com a pressão assistencial transbordando para as áreas de observação (área verde).
O cenário é ainda mais crítico no Hospital Regional de Sousa, onde a demanda cresceu quase quatro vezes em comparação ao período anterior à sazonalidade. A média, que era de 80 atendimentos diários, atingiu a marca de 300. Médicos explicam que o período entre março e julho favorece a proliferação de moscas e outros vetores, acumulando casos de viroses gastrointestinais, arboviroses e doenças respiratórias simultaneamente.
Sintomas e Transmissão
A “virose da mosca” ocorre quando o inseto transporta micro-organismos para água ou alimentos expostos. Os pacientes relatam quadros debilitantes que impedem atividades rotineiras. Os principais sintomas identificados são:
Recomendações de Prevenção
As autoridades de saúde reforçam que a prevenção é a medida mais eficaz para frear o surto:
da Redação