TV 3.0 deve levar interatividade e novos formatos à televisão aberta, diz ministro

A chegada da TV 3.0 promete mudar a forma como o público consome a televisão aberta no Brasil. Em entrevista à TV Arapuan nessa segunda-feira (9), o ministro das Comunicações, Fred Siqueira, afirmou que a nova tecnologia deve começar a impactar algumas capitais ainda este ano.

Segundo o ministro, a TV 3.0 representa a evolução da TV digital, mantendo o sinal aberto e gratuito, mas incorporando recursos típicos do ambiente digital. O modelo combina transmissão tradicional com internet, permitindo maior interação entre telespectador, emissoras e anunciantes.

De acordo com Fred, o decreto que institui a nova geração da televisão aberta já foi assinado pelo presidente Lula. A expectativa do governo é que a tecnologia ajude a recuperar audiência da TV aberta, oferecendo uma experiência mais moderna, sem custos adicionais para o público.

Entre as principais mudanças previstas estão a possibilidade de interação em tempo real com programas, votações instantâneas, compra de produtos exibidos na programação, integração com aplicativos dos canais, conteúdos personalizados e avanços em acessibilidade, especialmente para pessoas com deficiência auditiva.

Outra transformação apontada pelo ministro diz respeito à navegação. Em vez da troca tradicional de canais, os conteúdos poderão ser acessados como aplicativos, facilitando o uso em televisores mais novos e reduzindo dificuldades de sintonia.

No campo publicitário, a TV 3.0 também deve alterar a lógica de anúncios, permitindo campanhas segmentadas por perfil e região, além de métricas mais precisas de audiência. Para o ministro, isso aproxima o telespectador do conteúdo e amplia as possibilidades para o mercado.

A implantação ocorrerá de forma gradual. Na primeira etapa, as emissoras farão investimentos em infraestrutura e transmissão. Em seguida, o público terá acesso por meio de conversores compatíveis, enquanto novos aparelhos já devem sair de fábrica com a tecnologia integrada.

Segundo o Ministério das Comunicações, a transição tende a ser mais rápida do que a mudança da TV analógica para a digital. A implementação deve começar de forma progressiva nas capitais brasileiras ao longo de 2026, acompanhando a adaptação do mercado e os investimentos das emissoras.

da Redação

WhatsApp
Telegram
Twitter
Facebook

Mais lidas

1

Adriano Galdino anuncia recesso branco na ALPB e adia votação da LDO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Digite o assunto de seu interesse:
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors