
Uma “árvore inteligente” instalada na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que já gera energia e ajuda a detectar incêndios florestais, ganhou uma nova funcionalidade: passou a medir condições ambientais e dados meteorológicos em tempo real.
O projeto é considerado único no Brasil e foi desenvolvido por meio de pesquisa coordenada pelo professor Cleonilson Protásio, do Laboratório de Microengenharia do Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR).
Batizada de Smart Tree, a tecnologia foi implementada dentro do conceito de Internet das Coisas Naturais (IoNT – Internet of Natural Things) e funciona como um sistema de monitoramento meteorológico instalado em árvores, acompanhando variáveis do ambiente e podendo identificar sinais de incêndio por meio da medição de temperatura.
Além disso, a Smart Tree gera energia sem baterias. A alimentação elétrica ocorre a partir da conversão do gradiente térmico — a diferença entre a temperatura interna e externa do tronco — em energia elétrica, suficiente para manter os circuitos eletrônicos funcionando, com menor risco ambiental.
Segundo o professor Protásio, com a atualização, a estrutura passou a atuar como uma espécie de “estação meteorológica natural”, podendo inclusive indicar a direção do vento com base nos dados captados.
O equipamento atualmente está instalado no CEAR/UFPB, mas o pesquisador planeja expandir o estudo para outras áreas. A intenção é instalar o sistema na Mata do Buraquinho, em João Pessoa, na Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo (Flona) e também em árvores de duas praças na zona sul da Capital.
Nesse último caso, o objetivo é analisar como a presença ou ausência de árvores interfere na habitabilidade urbana, avaliando fatores como temperatura, poluição e impacto direto na qualidade de vida da população.
da Redação