
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o percentual de reajuste do piso nacional dos professores para 2026 só será definido após a correção anual prevista para dezembro. A declaração foi feita durante agenda cumprida em Campina Grande, onde o ministro participou da inauguração de uma nova área de UTI no Hospital Universitário Alcides Carneiro.
Questionado sobre a possibilidade de o reajuste ficar acima da inflação, Camilo Santana explicou que o Governo Federal aguarda a definição do índice oficial para então tomar a decisão final. Segundo ele, o Ministério da Educação mantém um grupo de trabalho com representantes de professores, estados e municípios para garantir o cumprimento do piso e dar previsibilidade aos entes federativos.
De acordo com o ministro, a prioridade é assegurar que os professores não tenham perdas salariais. Ele destacou que o reajuste não pode ser inferior à inflação, mas ponderou que também é necessário avaliar o impacto financeiro sobre estados e municípios, responsáveis pelo pagamento do piso.
As projeções para o reajuste de 2026 variam de forma significativa. Estimativas mais conservadoras apontam aumento de 0,85%, levando em conta a queda do Valor Aluno Ano do Fundeb, enquanto projeções defendidas por lideranças sindicais indicam possibilidade de reajuste de até 15%.
Em 2025, o piso nacional do magistério teve reajuste de 6,27%, elevando o valor para R$ 4.867,77. A expectativa é que o percentual de 2026 seja oficialmente divulgado pelo Governo Federal até o fim deste ano.
da Redação
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