
Os dispositivos apreendidos nesta quarta-feira (6) no Seminário Arquidiocesano localizado no bairro do Castelo Branco, em João Pessoa, vão ser enviados ao Rio Grande do Sul para passarem por perícia.
O local foi alvo de um mandado de busca e apreensão relacionado a um caso de suspeita de pedofilia na internet envolvendo um seminarista expedido pela Justiça do Estado Gaúcho onde reside a suposta vítima que teria mantido contato com o suspeito.
O seminarista é alvo de acusações que incluem consumo de imagens de pornografia infantil, troca de mensagens com um adolescente e até pagamento por algumas dessas imagens. A Polícia Civil realizou a busca no seminário, encontrando um computador e um aparelho celular, porém, não localizou nesses dispositivos nenhuma imagem comprometedora. O seminarista não foi preso em flagrante, mas aguarda o desenrolar do mandado de busca e apreensão.
De acordo com o delegado João Ricardo, da delegacia de crimes cibernéticos da Paraíba, enquanto não sai o resultado da perícia, vai ser investigada a possibilidade de conteúdos deletados que poderiam comprometer o suspeito. O delegado informou que “não foi identificado nas conversas nenhum arquivo comprometedor”.
Em nota oficial, o Seminário Arquidiocesano da Paraíba esclareceu que, apesar de não ter sido encontrado material incriminatório durante a busca, os equipamentos eletrônicos de propriedade particular do seminarista foram encaminhados à perícia. A instituição reiterou sua disposição em colaborar com as autoridades e acompanhar a investigação que está em curso no Rio Grande do Sul.
O caso envolvendo o seminarista suspeito de pedofilia na internet reacende a importância da investigação rigorosa e do papel das instituições religiosas em colaborar com as autoridades para esclarecer a verdade dos fatos. A comunidade aguarda novos desdobramentos à medida que as investigações prosseguem.
com T5