Economia e Negócios

Aena abre edital para hotel no Aeroporto Castro Pinto, com investimento mínimo de R$ 24 milhões

A concessionária Aena lançou, nesta sexta-feira (6), um edital para atrair investidores interessados em construir e operar um hotel no entorno do terminal de passageiros do Aeroporto Castro Pinto, na Região Metropolitana de João Pessoa. A proposta prevê investimento privado mínimo de R$ 24 milhões em uma área de 5.415 metros quadrados, com capacidade de referência para cerca de 135 apartamentos.

O empreendimento deverá ter, no mínimo, categoria Economy. Os interessados poderão apresentar projetos de padrão superior, e os contratos de implantação e operação poderão durar até 60 anos, condicionados às aprovações regulatórias do setor.

O edital faz parte de um plano da Aena para desenvolver áreas hoteleiras também nos aeroportos de Recife, Maceió e Aracaju. As oportunidades nos quatro terminais somam R$ 150 milhões em investimentos e preveem potencial para pelo menos 650 apartamentos, distribuídos em uma área total de 20 mil metros quadrados.

As receitas dos empreendimentos poderão vir não apenas da hospedagem, mas também de alimentação e bebidas, eventos, lojas de conveniência, locação de espaços e estacionamento. A iniciativa integra a estratégia de real estate da concessionária, baseada no conceito internacional de Airport City, que busca conectar os aeroportos a serviços de hotelaria, comércio, logística e conveniência.

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Segundo a diretoria comercial da Aena Brasil, hotéis dentro dos aeroportos podem atender passageiros em conexão, viajantes a trabalho, tripulações e pessoas com voos durante a madrugada ou no início da manhã.

A concessionária relaciona o projeto de João Pessoa ao aumento do fluxo de passageiros no terminal. Em 2025, o aeroporto recebeu 1,89 milhão de viajantes. No primeiro semestre de 2026, o movimento cresceu 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, maior alta percentual entre os aeroportos da Aena no Nordeste. No mesmo intervalo, Maceió registrou aumento de 8,4%, Aracaju, de 5,4%, e Recife, de 4,5%.

“O crescimento desses mercados vai muito além dos meses de verão. A movimentação se mantém ao longo de todo o ano, sustentada pelo turismo, pelas viagens de negócios, pelos eventos e pela expansão da malha aérea. A hotelaria surge como uma extensão natural desse ecossistema, agregando conveniência aos passageiros e novas possibilidades de desenvolvimento nos aeroportos”, afirmou Juan José Sánchez, diretor comercial da Aena Brasil.

da Redação

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