Economia e Negócios

Boa do Brejo chega a 27 premiações e conquista mais um ouro internacional

Uma notícia recebida em uma data carregada de significado ganhou um sabor ainda mais especial para o empresário paraibano Cícero Ricardo. No último dia 2 de novembro, Dia de Finados, ele recebeu a confirmação de que a Boa do Brejo Carvalho Reserva Especial CAC 2021 conquistou Medalha de Ouro no Concours Mondial de Bruxelles 2026, um dos mais respeitados concursos internacionais de bebidas.

A conquista representa mais um importante reconhecimento para a produção de cachaça da Paraíba. Com a nova medalha, a Boa do Brejo chega à marca de 27 premiações em sua galeria, consolidando-se como uma das cachaças paraibanas mais premiadas e reconhecidas internacionalmente.

Mas, desta vez, o significado da conquista vai muito além do reconhecimento internacional. O rótulo premiado carrega as iniciais e a memória do pai do empresário, Cícero Antas Cordeiro, a quem Cícero Ricardo dedica uma homenagem especial. O pai era um grande apreciador, colecionador e degustador de cachaças, paixão que também inspirou essa história.

Para Cícero Ricardo, receber a notícia justamente no Dia de Finados tornou o momento ainda mais emocionante.

“Foi uma emoção muito grande. Receber essa notícia justamente no Dia de Finados, sabendo que essa cachaça carrega o nome do meu pai, fez com que eu me lembrasse ainda mais dele. Foi como se fosse um presente. Uma conquista que tem um significado muito maior do que uma medalha, porque representa também a continuidade de uma história, de um carinho e de uma homenagem que faço questão de manter viva”, destacou.

Uma cachaça com história, identidade e qualidade

A Carvalho Reserva Especial CAC 2021 tem uma trajetória especial. A bebida é resultado de um processo cuidadoso de produção e envelhecimento em barris de carvalho europeu e americano, madeiras que contribuem para a formação de aromas e sabores mais complexos.

O carvalho confere à cachaça características sensoriais marcantes, com notas que remetem a baunilha, mel, chocolate e frutas secas, além de nuances amadeiradas. É uma bebida de perfil sofisticado, desenvolvida para valorizar a experiência de degustação.

A história desse rótulo também está ligada à primeira grande conquista internacional da marca. Em 2021, a Boa do Brejo ganhou Medalha de Ouro no Concours Mondial de Bruxelles, na categoria Cristal. Parte daquele lote foi reservada para envelhecimento em barris de carvalho europeu e americano, dando origem à edição especial que posteriormente conquistou novos reconhecimentos.

Produzida no Engenho São Pedro, na zona rural de Areia, no Brejo paraibano, a Boa do Brejo nasceu de um projeto de modernização e valorização da produção artesanal. O engenho, fundado em 1961, foi adquirido por Cícero Ricardo em 2018. Depois de investimentos em equipamentos, instalações e processos de produção, a fabricação da cachaça foi retomada na safra 2019/2020.

Um dos diferenciais do processo é a seleção da fração nobre da destilação, conhecida como coração, etapa fundamental para a qualidade do destilado.

27 prêmios e o nome da Paraíba no mundo

Ao longo de sua trajetória, a Boa do Brejo conquistou medalhas em importantes competições nacionais e internacionais, incluindo o Concours Mondial de Bruxelles e o The Spirits Selection, realizado em diferentes países.

Em 2023, a marca voltou a se destacar no concurso de Bruxelas, com medalhas de ouro para os rótulos Carvalho, Umburana e Jequitibá Rosa. Em 2024, também conquistou reconhecimento internacional com a cachaça Bálsamo. Já em 2025, a marca recebeu medalha de prata no The Spirits Selection by Concours Mondial de Bruxelles, realizado no México.

Agora, com o ouro de 2026, a Boa do Brejo alcança 27 premiações e amplia uma trajetória construída com investimento, dedicação e compromisso com a qualidade.

O resultado também fortalece a presença da Paraíba no mercado internacional de bebidas e demonstra o potencial da produção do Brejo paraibano, região que tem na tradição da cachaça uma de suas importantes identidades culturais e econômicas.

Para Cícero Ricardo, entretanto, a medalha conquistada neste 2 de novembro tem um valor que não pode ser medido por troféus ou certificados. É o reconhecimento de um trabalho que também preserva uma história familiar.

No Dia de Finados, enquanto tantas famílias lembravam com saudade aqueles que partiram, um filho recebeu uma notícia que simboliza a permanência de um legado: a paixão do pai pela cachaça transformada em uma marca de qualidade, reconhecimento e orgulho para a Paraíba.

com Assessoria

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