
O ex-deputado estadual Cicinho Lima (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (19) apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
A escolha representa uma mudança em relação à trajetória política de Cicinho, que foi suplente do PL em 2022 e chegou a exercer mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). O posicionamento também diverge do histórico político de seu pai, o cantor e compositor Pinto do Acordeon, ligado ao bolsonarismo e responsável por interpretar uma música para Jair Bolsonaro em 2018.
Cicinho afirmou que o apoio a Lula é uma decisão pessoal e que não se identifica com uma mudança da direita para a esquerda, mas com uma postura que, segundo ele, prioriza os interesses da população.
“Não é que eu queira me direcionar para a direita ou para a esquerda. Eu vou reto. Continuo andando reto, a favor do povo”, declarou.
A experiência à frente da Secretaria Executiva de Cultura da Paraíba foi apontada pelo ex-parlamentar como um dos fatores que influenciaram sua avaliação sobre o governo federal. Ele disse ter conhecido políticas públicas voltadas aos artistas e a diferentes segmentos culturais.
“Quando assumi a Secretaria Executiva de Cultura, vi as políticas públicas que o governo Lula tem, o respeito que ele tem com os artistas, com os quilombolas, com os indígenas, com os ciganos, com a cultura no geral e com os fazedores de cultura”, afirmou.
Cicinho também relatou ter participado de reuniões em Brasília com a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Segundo ele, os encontros contribuíram para que percebesse diferenças entre as políticas culturais do governo Lula e as do período em que Jair Bolsonaro esteve na Presidência.
O ex-deputado negou ter sido pressionado ou influenciado por outras pessoas para declarar apoio ao petista. Embora tenha mencionado sua relação política com o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), e com o governador Lucas Ribeiro (PP), Cicinho reforçou que a decisão partiu dele.
“Não é influência de ninguém. Eu não sou influenciado por ninguém. […] É um posicionamento bem pessoal”, disse.
Ao explicar por que não votará em Flávio Bolsonaro (PL), o ex-parlamentar diferenciou a avaliação que fazia do ex-presidente Jair Bolsonaro da análise sobre o filho dele.
“Se fosse Bolsonaro, na verdade, eu iria refletir, pensar mais, pela aproximação que tive com ele. Mas existe uma dúvida, porque ele é um filho, uma segunda pessoa. Cada um tem seu CPF e pensa de uma forma”, declarou.
Na sequência, Cicinho afirmou que considera possível uma piora no cenário caso Flávio seja eleito e disse preferir a continuidade do governo Lula.
“Eu acho que ele vai fazer pior. E, diante dessa dúvida, prefiro continuar com o governo Lula e votar no 13”, afirmou.
Cicinho também confirmou que está preparando uma música em apoio ao presidente. Apesar das críticas recebidas nas redes sociais, decidiu tornar pública sua posição para o segundo turno.
“Uso também a camisa verde e amarela e voto no 13. Sou Lula e me declaro aqui para toda a Paraíba”, concluiu.
da Redação




