Política

Flávio sinaliza a empresários que pode revisar 6×1 caso seja eleito

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, sinalizou a empresários a possibilidade de revisar o fim da escala de trabalho 6×1 caso seja eleito.

Leia mais: Flávio diz que votará por fim da 6×1 e que governo deverá “pagar a conta”

O senador anunciou que votaria a favor da proposta, que é uma das principais bandeiras do seu adversário no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) deve ser votada nesta quarta-feira (14) no plenário do Senado. Apesar de ter declarado o voto favorável ao texto, Flávio reiterou ser a favor de uma proposta alternativa, que prevê remuneração por hora trabalhada.

A avaliação da campanha do candidato do PL foi de que ele não poderia votar contra o fim da 6×1 em meio ao período eleitoral, considerando o forte apelo popular da pauta.

O entendimento interno de aliados de Flávio é de que “correções” na proposta poderão ser patrocinadas no próximo ano, caso ele assuma o comando do Planalto. Para isso, a campanha se apoia na maioria de cadeiras conquistada para o próximo ano.

O PL terá a maior bancada partidária nas duas Casas a partir de 2027, com 28 senadores e 121 deputados.

Assim, a campanha de Flávio tem pedido um voto de confiança de empresários ao se comprometer a articular mudanças futuras na jornada de trabalho, caso o fim da 6×1 seja aprovado.

Até esta semana, a oposição era contra a redução na escala de trabalho e endossava críticas do setor produtivo ao possível impacto da medida.

O grupo defendia uma “PEC alternativa” sobre a remuneração por hora trabalhada, do senador Rogério Marinho (PL-RN), que é líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio.

A mudança de postura foi motivada pelo temor de gerar um desgaste na campanha de Flávio. O candidato anunciou seu apoio ao texto na terça-feira (13), depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A gente vai votar a favor do fim da 6 por 1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados. O governo é que vai ter que bancar essa compensação, porque, obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas. Tem o risco de muita gente ir para a Informalidade. Então isso tudo a gente está pesando, mas só que de novo, o meu voto vai ser conforme a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”, disse a jornalistas.

com CNN Brasil

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo