
O corpo do adolescente paraibano Ruan Taylor Silva, de 16 anos, foi encontrado por volta das 2h desta segunda-feira (12), na praia de Barra de Cunhaú, em Canguaretama, no litoral Sul do Rio Grande do Norte. Ele havia desaparecido na tarde de domingo (11), depois de entrar no mar com outros quatro amigos.
Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte, o grupo participava de uma excursão e foi levado pela correnteza. Os demais adolescentes conseguiram sair da água, mas Ruan não foi localizado inicialmente.
As buscas começaram ainda no domingo e tiveram o apoio de um helicóptero da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed). Equipes de mergulho e embarcações também foram utilizadas, mas o corpo só foi encontrado quando a maré baixou.
O trecho onde ocorreu o afogamento é sinalizado com bandeiras vermelhas e considerado inadequado para banho. O tenente Vidal, do Corpo de Bombeiros, explicou que o local possui uma correnteza de retorno capaz de arrastar os banhistas para o mar aberto.
“Não conheciam a praia e foram tomar banho num ponto que a gente considera inapropriado. Esse canal em Barra do Cunhaú é um dos canais mais perigosos que a gente tem no estado”, afirmou.
Segundo o bombeiro, duas bandeiras vermelhas são colocadas nas extremidades do canal, além de uma corda entre elas, para indicar o risco e auxiliar pessoas que sejam arrastadas pela força da água.
Os amigos da vítima disseram aos bombeiros que não sabiam da existência da corrente de retorno nem dos riscos do trecho. Conforme o tenente Vidal, os adolescentes começaram a brincar no mar e acabaram sendo levados pela correnteza.
“Eles entraram num ponto e acabaram sendo arrastados até o ponto mais próximo da corrente, que é o que acontece mais comumente quando a gente está na praia. Por exemplo, eu marco uma barraca, depois eu vou brincando, me distraindo com as ondas, do nada eu consigo ver que eu estou numa outra barraca, três, quatro barracas depois. Foi justamente o que aconteceu com eles”, explicou.
Ainda de acordo com o tenente, parte do grupo tentou se proteger em pedras e bancos de areia depois de perceber que estava sendo levada para alto-mar. “No momento que eles sentiram que estavam sendo puxados para alto-mar, eles acabaram se segurando nas pedras, alguns bancos de areia, infelizmente um deles não conseguiu”, disse.
Ruan era natural de Mamanguape, na Paraíba. De acordo com um parente, a família foi acionada pela Polícia Científica para fazer o reconhecimento do corpo na tarde desta segunda-feira (12). Depois do procedimento, o corpo deverá ser liberado para o sepultamento.
da Redação




