
O senador eleito João Azevêdo (PSB) afirmou nesta quarta-feira (7) que ainda não considera este o momento de celebrar a vitória nas urnas. Para ele, a prioridade imediata é trabalhar pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno.
A declaração ocorreu após uma reunião da base aliada do governador reeleito Lucas Ribeiro (Progressistas), realizada no Hotel Manaíra, em João Pessoa. O encontro reuniu presidentes de partidos aliados para definir ações de campanha nos 16 dias que antecedem a nova votação.
Ao fim da reunião, foi formado um grupo para coordenar a mobilização por regiões e ampliar a articulação política em favor de Lula na Paraíba. Segundo João Azevêdo, as atividades começam imediatamente e ficarão sob a coordenação do governador.
“Foi criado um grupo e esse grupo vai começar a trabalhar a partir de hoje já nessa organização da mobilização por região. É uma campanha muito curta, essa ação aí de 16 dias, 18 dias, e a gente não tem tempo para perder. Então o governador vai coordenar esse trabalho agora aqui na Paraíba”, afirmou.
Na avaliação do senador eleito, eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno ainda podem mudar de voto. “Pessoas que votaram em outros candidatos poderão voltar a escolher o presidente Lula”, declarou.
João Azevêdo também citou a redução da abstenção como um dos desafios da campanha. Ele lembrou que aproximadamente 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas na primeira etapa da eleição.
“Existe uma tentativa que tem que se fazer de redução da abstenção, que foi muito alta, 33 milhões de pessoas, que não é fácil”, ressaltou.
Embora reconheça que a participação costuma ser menor no segundo turno, o socialista defendeu uma mobilização para tentar conter esse movimento. “Isso não acontece normalmente. Acontece, inclusive, o inverso. O segundo turno normalmente aumenta a abstenção, mas a gente tem que fazer um trabalho para reduzir”, disse.
O senador eleito contou ainda que conversou com Lula depois do resultado do primeiro turno. De acordo com ele, o presidente sinalizou que outras reuniões deverão ser realizadas para discutir a articulação política e estabelecer diretrizes.
“Ele disse que teríamos outras oportunidades, para que a gente possa sentar para conversar, para definir algumas diretrizes”, relatou.
Ao justificar a prioridade dada à disputa presidencial, João Azevêdo afirmou que a campanha busca manter políticas de inclusão, desenvolvimento e geração de empregos. “A nossa luta é para que o Presidente seja reconduzido ao cargo, para que a gente possa continuar esse processo de política de inclusão, de desenvolvimento, de geração de emprego e de tantas outras coisas que o Brasil conquistou nesses últimos quatro anos”, afirmou.
da Redação




