Política

Paraíba registra 860 denúncias de irregularidades eleitorais até este domingo (4)

PROPAGANDA

A Paraíba registrou 860 denúncias de possíveis crimes eleitorais e irregularidades na propaganda até as 11h deste domingo (4). O levantamento foi consultado no sistema de Estatísticas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O número já supera o registrado em 2022, quando o estado contabilizou 760 denúncias durante a eleição para governador, deputados, senador e presidente.

João Pessoa lidera a lista de municípios, com 240 registros. Campina Grande aparece em seguida, com 223, seguida por Bayeux (40), Patos (32), Esperança (28) e Santa Rita (28).

Também foram contabilizadas denúncias em Catolé do Rocha (21), Serra Branca (14), Santa Luzia (12) e Cabedelo (11).

Cargos citados nas denúncias

A maior parte dos registros está relacionada à campanha para deputado estadual, com 287 denúncias. Na sequência, aparecem ocorrências envolvendo partidos, coligações ou federações (175), deputado federal (150), governador (134), senador (81) e presidente (33).

Entre os tipos de irregularidade apontados estão:

  • vias públicas: 167;
  • carro de som, minitrio ou trio elétrico: 142;
  • bens particulares: 87;
  • distribuição de material gráfico: 75;
  • comícios e showmícios: 72;
  • propaganda na internet: 64;
  • adesivos em automóveis: 58;
  • bens públicos: 56;
  • confecção, utilização ou distribuição de brindes: 48;
  • outdoors e outdoors eletrônicos: 48;
  • alto-falantes e amplificadores de som: 15;
  • emissoras de rádio e televisão: 12;
  • envio de mensagens: quatro;
  • propaganda eleitoral em jornais e revistas: quatro;
  • omissões de informações obrigatórias: três;
  • não informado: dois;
  • candidatos e candidatas que sejam artistas: um;
  • crime eleitoral: um;
  • telemarketing: um.

Como fazer uma denúncia

As denúncias podem ser encaminhadas à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal, ferramenta destinada ao recebimento de relatos sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral. Após analisar as informações, a Justiça pode adotar as providências cabíveis.

O aplicativo é gratuito e pode ser instalado em smartphones e tablets pelas plataformas Google Play e App Store. Para utilizá-lo, é necessário fazer a identificação por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br.

A Justiça Eleitoral informa que a identidade do denunciante é mantida em sigilo, independentemente do método de autenticação escolhido.

No registro, o usuário deve descrever a suposta irregularidade. Depois, um sistema automatizado faz uma classificação preliminar em duas categorias: propaganda eleitoral irregular na internet ou outras modalidades de irregularidades na propaganda.

Antes do preenchimento dos dados complementares, o aplicativo apresenta orientações sobre as condutas permitidas e proibidas para o tipo de denúncia selecionado. A medida busca evitar registros equivocados ou sem fundamento.

da Redação

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