
Uma semana após o início das fortes chuvas que atingiram o estado, a Paraíba registra um total de 2.374 pessoas desalojadas e 93 desabrigadas. Os dados constam no relatório situacional apresentado nesta sexta-feira (8) pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH). De acordo com o levantamento, o número de pessoas afetadas chega a 102.359, impactando diretamente 33.852 famílias paraibanas. O crescimento acentuado em relação ao boletim de segunda-feira (4), que indicava 37,4 mil afetados, é atribuído à atualização das informações enviadas pelos municípios à Defesa Civil.
Atualmente, a população desabrigada está concentrada em alojamentos provisórios em quatro cidades. Em Santa Rita, 65 pessoas estão distribuídas em quatro escolas, enquanto em Mogeiro, 18 pessoas ocupam uma unidade de ensino municipal. Há ainda registros de acolhimento em Caaporã, onde uma pessoa está em um mercado público, e em Cruz do Espírito Santo. Como alternativa de assistência, o aluguel social está sendo pago a 188 pessoas em nove localidades:
- Ingá
- Itatuba
- João Pessoa
- Pitimbu
- São José dos Ramos
- Juripiranga
- Alagoa Grande
- Rio Tinto
- Itabaiana
Além disso, 2.186 pessoas estão abrigadas em residências de familiares em municípios como Gurinhém, Pilar e Mulungu. No âmbito administrativo, o Governo Federal formalizou o reconhecimento de situação de emergência para 30 municípios do estado. A maior parte das cidades teve a condição oficializada em decreto publicado na última quarta-feira (6), somando-se aos reconhecimentos prévios de Bayeux e Santa Rita. As 28 cidades incluídas no decreto mais recente são:
- Alagoa Grande
- Alhandra
- Areia
- Caaporã
- Cruz do Espírito Santo
- Gurinhém
- Ingá
- Itabaiana
- Itatuba
- João Pessoa
- Juripiranga
- Lagoa Seca
- Massaranduba
- Mogeiro
- Mulungu
- Natuba
- Pedras de Fogo
- Pilar
- Pilões
- Pitimbu
- Riachão do Bacamarte
- Rio Tinto
- Salgado de São Félix
- São José dos Ramos
- São Sebastião de Lagoa de Roça
- Sapé
- Serra Redonda
- Serraria
Até o momento, apenas o município de Conde, no Litoral Sul, aguarda a homologação federal de seu decreto de emergência.
da Redação




