
A Embaixada da França no Brasil formalizou, nessa quinta-feira (16), um pedido às autoridades da Paraíba para ter acesso ao laudo cadavérico da médica francesa Hantal Etiennette, de 73 anos, assassinada em João Pessoa. A solicitação visa obter informações oficiais que auxiliem na identificação e localização de familiares da vítima em seu país de origem.
O Instituto de Medicina Legal (IML) informou, no entanto, que o documento ainda não foi finalizado. O atraso se deve à espera pelos resultados de exames toxicológicos, considerados essenciais para a conclusão da perícia. Enquanto os laudos técnicos não são entregues, o corpo da médica permanece sob custódia do instituto na capital paraibana.
Hantal Etiennette foi vítima de um crime bárbaro no bairro de Manaíra, onde foi encontrada morta dentro de uma mala com sinais de carbonização. As investigações da Polícia Civil apontaram como principal suspeito o namorado da vítima, o gaúcho Altamiro Rocha dos Santos. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que ele arrastava a mala pelo elevador do prédio e em via pública. O inquérito indica ainda que o suspeito teria pago um homem em situação de rua com drogas para que ele ateasse fogo ao corpo.
O caso ganhou contornos ainda mais complexos após a morte do próprio suspeito. Dias depois do crime, Altamiro Rocha foi encontrado morto em João Pessoa com sinais extremos de violência, incluindo decapitação e mãos amarradas, o que abriu uma nova linha de investigação para identificar os autores de sua execução.
da Redação




