Trabalho doméstico formal encolhe 12% na PB em 10 anos, aponta Ministério do Trabalho

O mercado de trabalho doméstico com carteira assinada na Paraíba apresentou uma retração significativa nos últimos dez anos. Segundo dados do eSocial, compilados no Painel do Trabalho Doméstico do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e divulgados nesta sexta-feira (10), o número de vínculos formais no estado caiu de 20.517, em 2015, para 18.018 ao final de 2025. O recuo de 12% revela uma mudança no perfil de contratação dentro dos lares paraibanos ao longo da última década.
Embora o volume total de empregados tenha diminuído, o levantamento indica uma recuperação e crescimento na média salarial da categoria após um período de instabilidade. Entre 2020 e 2022, os rendimentos médios sofreram quedas consecutivas, chegando ao patamar de R$ 1.388,15 no auge da retração. Contudo, a partir de 2023, o setor iniciou uma curva de valorização, elevando a remuneração média para R$ 1.610 em 2025, superando os R$ 1.454,93 registrados em 2019.
O perfil do trabalhador doméstico na Paraíba continua sendo majoritariamente feminino, com as mulheres ocupando 87,6% das vagas formais. Em termos de faixa etária, o setor é dominado por profissionais mais experientes: a maior concentração de vínculos está no grupo de 40 a 49 anos (6.330 trabalhadores), seguido de perto pela faixa dos 50 a 59 anos (5.361). Já os trabalhadores entre 30 e 39 anos somam 3.411 registros, evidenciando um amadurecimento da mão de obra que permanece na atividade formal.
da Redação




