Economia e Negócios

João Pessoa está entre as capitais onde a cesta básica exige menos horas de trabalho

O peso da cesta básica no orçamento do trabalhador segue alto, mas João Pessoa aparece entre as capitais brasileiras com menor exigência de tempo de trabalho para a compra dos alimentos essenciais. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Dieese, aponta que a capital paraibana ocupa a 7ª posição nesse ranking.

De acordo com o estudo, em fevereiro, o trabalhador pessoense precisou dedicar 83 horas e 58 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica. Considerando o salário mínimo líquido, isso representa o comprometimento de 41,26% da renda mensal.

No comparativo nacional, São Paulo lidera como a capital onde é necessário trabalhar mais para comprar os itens básicos, enquanto Aracaju apresenta o menor tempo exigido.

Ranking das capitais (horas de trabalho para comprar a cesta básica)

  1. São Paulo: 115h45
  2. Rio de Janeiro: 112h14
  3. Florianópolis: 108h14
  4. Cuiabá: 107h44
  5. Porto Alegre: 106h47
  6. Campo Grande: 105h54
  7. Vitória: 102h37
  8. Curitiba: 101h11
  9. Belo Horizonte: 100h01
  10. Goiânia: 99h16
  11. Brasília: 96h38
  12. Palmas: 94h22
  13. Fortaleza: 94h03
  14. Belém: 91h29
  15. Macapá: 89h41
  16. Boa Vista: 89h28
  17. Teresina: 88h02
  18. Rio Branco: 85h45
  19. São Luís: 85h30
  20. Manaus: 85h21
  21. João Pessoa: 83h58
  22. Salvador: 83h52
  23. Natal: 83h43
  24. Recife: 83h04
  25. Maceió: 81h58
  26. Porto Velho: 81h40
  27. Aracaju: 76h23

Apesar da posição relativamente favorável no ranking, João Pessoa registrou forte alta no custo da cesta básica. Entre janeiro e fevereiro de 2026, a capital teve a segunda maior elevação do país, com o valor chegando a R$ 618,73.

Entre os produtos que mais pressionaram o preço estão:

  1. Tomate: +13,86%
  2. Feijão carioca: +9,21%
  3. Carne bovina de primeira: +2,26%
  4. Pão francês: +1,35%
  5. Farinha de mandioca: +0,60%

Por outro lado, alguns itens apresentaram redução de preços no período:

  1. Açúcar cristal: -4,26%
  2. Banana: -4,10%
  3. Arroz agulhinha: -2,39%
  4. Leite integral: -2,17%
  5. Café em pó: -1,99%
  6. Óleo de soja: -1,26%
  7. Manteiga: -1,11%

Os dados reforçam que, mesmo com menor tempo de trabalho em relação a outras capitais, o custo da alimentação básica segue impactando de forma significativa o orçamento das famílias pessoenses.

da Redação

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo