Prédio que abriga secretarias da Prefeitura de Campina Grande tem energia cortada após pedido de proprietário

O fornecimento de energia elétrica do prédio onde funcionam as Secretarias Municipais de Administração e de Obras de Campina Grande foi interrompido nesta terça-feira (13), após solicitação feita pelo proprietário do imóvel. O edifício fica no Centro da cidade e é alugado pela Prefeitura para instalação das duas pastas.
Segundo informações apuradas, o dono do imóvel pediu o desligamento e entrou na Justiça com ação de despejo, alegando atraso no pagamento do aluguel. O contrato prevê valor mensal de R$ 40 mil. Até o momento, não há prazo informado para restabelecimento da energia no local.
Em nota, a Prefeitura de Campina Grande afirmou que o corte não ocorreu por inadimplência relacionada ao aluguel, mas sim por solicitação do proprietário, que é titular da unidade de alta tensão. A gestão municipal informou ainda que adotou medidas administrativas junto à concessionária para viabilizar a abertura de uma nova unidade consumidora.
Diante da situação, a prefeitura disse que colocou a execução dos serviços em regime remoto de forma excepcional, enquanto busca normalizar o funcionamento da estrutura.
Ação judicial e alegações do proprietário
De acordo com a ação protocolada pelo proprietário, o imóvel teria sido alugado inicialmente para a Secretaria de Obras e, posteriormente, também passou a abrigar a Secretaria de Administração, com contratos distintos.
O proprietário afirma que o contrato da Secretaria de Administração terminou no dia 7 de dezembro e que, mesmo com o encerramento, a pasta continuou funcionando no prédio. Já no caso da Secretaria de Obras, o contrato teria vencido há cerca de dois anos, mas a pasta permaneceu no local enquanto o contrato vigente seria apenas o da Administração.
Além do atraso no pagamento, a ação aponta ocupação irregular do imóvel e ausência de esclarecimentos sobre supostos valores em aberto. O processo foi inicialmente distribuído à 2ª Vara Cível de Campina Grande, mas houve despacho para encaminhamento à Vara da Fazenda Pública.
da Redação




