PB tem 2ª menor força de trabalho do país e destaque para desigualdade salarial, aponta IBGE

A Paraíba se mantém entre os estados com menor participação da população economicamente ativa no país. Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE, indicam que apenas 43,5% da população com 14 anos ou mais está empregada, ficando atrás apenas do Piauí (43%) e abaixo da média nacional de 53,5% e da média do Nordeste, de 45,6%.
O levantamento revela ainda que a renda média da população paraibana também está entre as mais baixas do Brasil. Com R$ 2.062, o estado ocupa a sexta posição entre os menores rendimentos médios, abaixo da média nacional de R$ 2.851 e somente à frente de Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará e Alagoas.
A pesquisa evidencia desigualdades salariais significativas por gênero e cor ou raça. Homens recebem em média R$ 2.153, cerca de 11,5% a mais que mulheres, cuja renda média é de R$ 1.931. Entre grupos raciais, os rendimentos variam ainda mais: pessoas identificadas como amarelas chegam a ganhar R$ 4.213, enquanto brancas recebem R$ 2.563, pardas R$ 1.814, pretas R$ 1.627 e indígenas R$ 1.506. O salário de pessoas amarelas é, portanto, mais que o dobro da média estadual.
A pesquisa também mostra que a maior parte dos empregados recebe salários mais baixos. Cerca de 59% ganham até um salário mínimo, enquanto 530,3 mil trabalhadores recebem exatamente um salário mínimo e 308,8 mil recebem de um a dois salários mínimos. Apenas 5% dos trabalhadores paraibanos ganham acima de cinco salários mínimos, e 0,8% possuem rendimentos entre 10 e 15 salários mínimos, o que representa aproximadamente 11.176 pessoas.
da Redação




