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Juíza do TJ-PB defende regulação de vagas e rebate críticas de coordenador do Gaeco

A juíza auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, Aparecida Gadelha, comentou nesta terça-feira (26) as críticas do promotor Octávio Paulo Neto, coordenador do Gaeco, sobre a implantação da Central de Regulação de Vagas (CRV) no sistema prisional estadual. A magistrada reforçou que a iniciativa busca organizar a ocupação das unidades e reduzir a superlotação, seguindo recomendações do Supremo Tribunal Federal.

Leia mais: Coordenador do Gaeco alerta que presídios da Paraíba seguem sob domínio de facções e critica políticas de humanização

Em resposta às observações de Paulo Neto, que apontou falhas na proposta por considerar que os presídios permanecem sob domínio de facções criminosas, Gadelha destacou que o projeto não ignora a segurança nem substitui ações de controle, mas atua de forma complementar. Segundo ela, a CRV evita que pessoas que não deveriam estar no sistema sejam expostas às organizações criminosas, contribuindo para conter a influência das facções dentro das unidades.

A juíza ainda enfatizou a necessidade de racionalidade na aplicação das leis: “Não se trata de impedir o encarceramento de quem comete crimes, nem de liberar presos de forma indiscriminada. É uma forma de aplicar a legislação com maior eficiência e segurança, integrando alternativas como monitoramento eletrônico, penas cautelares e medidas educativas.”

O Tribunal de Justiça e o Governo do Estado destacam que a CRV foi planejada para otimizar a movimentação de detentos, promovendo maior integração com políticas de ressocialização e garantindo um fluxo mais organizado no sistema prisional, sem abrir mão do rigor legal e da segurança pública.

da Redação

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